Ayrton Sintoni era um profundo estudioso da mineração. Há poucos anos, numa reunião sobre o marco regulatório da área em Brasília, impressionou com sua fala.
Quem lembra do encontro é o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal. Estavam na reunião Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, e Edison Lobão, ministro de Minas e Energia.
Concentrando a atenção dos presentes, Ayrton, assessor executivo da secretaria, foi extremamente preciso e objetivo em seu discurso sobre as questões envolvendo São Paulo, como lembra o secretário.
Ao longo da carreira, o engenheiro formado pela USP em 1966 que presidiria a Associação Paulista de Engenheiros de Minas deu cursos e palestras em sua especialidade.
Nascido em Santa Rita do Passa Quatro (SP), filho de um sapateiro e de uma dona de casa, saiu de sua cidade após fazer o Tiro de Guerra. Veio à capital estudar e, depois de formado, trabalhou na Mineradora Serrana e no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).
Na secretaria de Energia, tinha suas atividades ligadas à subsecretaria de mineração.
Solteiro e sem filhos, voltava todos os fins de semana para Santa Rita, onde criava coelhos num sítio, como conta o sobrinho Marcos, também engenheiro de minas.
Gostava de reunir irmãos, primos e sobrinhos em casa e cozinhar para toda a família.
Fumava muito. Anteontem, indo para Congonhas, onde embarcaria para o Rio, sentiu-se mal na rua e morreu em decorrência de um edema pulmonar e de problemas cardíacos, segundo o sobrinho.
Tinha 72 anos. Foi enterrado ontem, em Santa Rita.
Texto de : ESTÊVÃO BERTONI – SÃO PAULO
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1321086-ayrton-sintoni-1941-2013—profundo-conhecedor-de-mineracao.shtml